
“…Eu com sete anos de idade nem sabia jogar futebol direito, mas hoje eu fiz um gol! Por que o futebol é uma coisa que aprende muito para as crianças”. Uma felicidade que transborda pelos olhos – Nathan Gael, um dos alunos da oficina de futebol da associação seja vida, faz um relato emocionado da importância desse projeto na vida dele. Uma alegria em desenvolver habilidades que pra muitos é tão simples, mas que pra ele se tornou a maior conquista do ano.
Assim como Gael, mais de 60 crianças estão tendo a oportunidade de praticar um esporte e através dele conquistar autonomia, desenvolver habilidades, fortalecer a saúde física e mental e sobretudo o vínculo familiar. Esse é o principal objetivo da associação seja vida, que há mais de um ano presta assistência a crianças e adolescentes em vulnerabilidade social no bairro de mangabeira.
As restrições de movimentos e ruptura das rotinas de educação e recreação impactaram muito na vida das crianças e adolescentes em todo o país. Foram vários meses longe da família, de amigos, das salas de aula e das brincadeiras – elementos-chave da infância e o projeto seja vida vem ajudando a minimizar essa situação de forma lúdica.
De acordo com o professor educação física do Projeto Seja Vida, Mardem Ferreira, as atividades físicas são comprovadamente benéficas para pessoas de todas as idades. Os benefícios da prática esportiva para crianças e adolescentes vão além dos físicos, ajudando até mesmo na socialização.
E promover essa ajuda sempre foi o sonho de Flávio de Andrade – Coordenador do projeto seja vida, que acredita que com amor e boa vontade é possível transformar a vida das pessoas. “esse projeto faz parte do meu sangue, porque veio um sonho em nossos corações de querer ajudar e através dele podemos amparar o próximo de maneira grandiosa” completou Flávio.
A Seja Vida é uma associação sem fins lucrativos que atualmente em parceria com o PROSIND presta assistência a 100 crianças em situação de vulnerabilidade social em mangabeira. Além do futebol Society, A OSC, promove oficina de jiu jitsu, atividades de reforço escolar e assistência psicológica. Hoje, conta com grupo de 20 voluntários, entre eles uma equipe multiprofissional como: Pedagogo, assistente social, Educador físico e Psicólogo para prestar apoio aos beneficiários e seus familiares.



